
Ucrânia em colapso silencioso: 200 mil soldados sumiram e 2 milhões fogem da guerra – o novo ministro jogou a bomba no Parlamento!
- 17 de jan.
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A Ucrânia enfrenta uma das crises mais graves de seu exército desde o início da invasão russa em 2022. Em 14 de janeiro de 2026, durante seu discurso no Parlamento ucraniano (Verkhovna Rada) antes da votação que o confirmou no cargo, o novo ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov — o mais jovem da história do país, com 35 anos —, revelou números alarmantes que expõem o colapso no sistema de mobilização e o esgotamento das tropas.
Segundo Fedorov, cerca de 200 mil soldados estão em situação de AWOL (Absent Without Leave, ou ausentes sem licença oficial), ou seja, abandonaram seus postos sem permissão. Isso representa uma deserção em massa, agravada por fatores como fadiga extrema, moral baixo e anos de combates intensos sem rodízio adequado. Além disso, aproximadamente dois milhões de ucranianos (principalmente homens em idade militar) são procurados pelas autoridades por evitarem o serviço obrigatório — um crime punível com até 12 anos de prisão durante o estado de guerra.
Essas revelações marcam a primeira vez que um alto oficial ucraniano quantifica publicamente a dimensão do problema. Rumores sobre deserções e evasão ao recrutamento circulavam há meses, mas os números oficiais chocaram observadores internacionais e reforçaram a percepção de que as Forças Armadas enfrentam uma escassez crítica de infantaria na linha de frente.
Fedorov, que antes era ministro da Transformação Digital e é conhecido por iniciativas como o app Diia, prometeu reformas radicais: auditoria completa nos centros de recrutamento, redução da burocracia soviética no comando, combate à corrupção e um foco ainda maior em tecnologia — drones, robótica e inteligência artificial — para compensar a falta de pessoal humano. “Mais robôs significam menos perdas, mais tecnologia significa menos mortes”, afirmou ele, destacando que a indústria de defesa ucraniana já conta com centenas de empresas produzindo drones e equipamentos eletrônicos.
O presidente Volodymyr Zelensky, após reunião com o novo ministro, reconheceu a necessidade de “mudanças mais amplas” no processo de mobilização e endossou a prioridade em inovação tecnológica.
Essa crise de efetivos ocorre em um momento delicado: quase quatro anos de guerra, perdas elevadíssimas e dificuldades para recompor unidades exaustas. Enquanto a Rússia mantém pressão constante, a Ucrânia depende cada vez mais de aliados ocidentais para armas e financiamento — mas o fator humano pode ser o calcanhar de Aquiles definitivo.
A transparência de Fedorov é vista por alguns como sinal de realismo necessário para reformas; por outros, como sinal de desespero. O que é certo: sem resolver o problema da deserção e da evasão, a resistência ucraniana corre risco real de colapso.




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